Crítica: Mulher-Maravilha

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Depois de muita espera, finalmente chegou a vez da Princesa Amazona ganhar as telas em sua primeira adaptação cinematográfica, depois de mais de 30 anos da bem sucedida série de TV estrelada por Lynda Carter. Mulher-Maravilha estreia nesta semana com a responsabilidade de revitalizar o Universo DC no cinema, visto que as produções anteriores (O Homem de Aço, 2013; Batman v Superman – A Origem da Justica, 2016 e Esquadrão Suicida, 2016) não agradaram a totalidade dos fãs.

 As esperanças depositadas na personagem, interpretada por Gal Gadot, foram correspondidas e o que o espectador vai ver é uma ótima aventura que coloca a heroína no patamar dos grandes filmes de super-herói. Em suas quase duas horas e meia de duração, o longa conta a origem da princesa Diana (Gadot) desde sua infância na paradisíaca ilha de Themyscira, seu treinamento como guerreira e sua vinda para o “mundo dos homens” quando um deles, o espião americano Steve Trevor (Chris Pine), cai por acidente nos arredores da ilha com seu avião e é salvo pela amazona.

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Como se trata de um filme de origem, a heroína uniformizada e pronta para a batalha demora a aparecer. Mas o tempo é muito bem aproveitado, com uma narrativa que prepara o público e conduz à sua aparição heroica e gloriosa numa empolgante cena no front de guerra. Aliás, o filme todo mescla os momentos de humor, ação e drama de forma que a história flui sem se tornar arrastada ou maçante.

Infelizmente, o roteiro não é perfeito e apresenta uma série de defeitos como personagens que são “esquecidos” no meio da trama, soluções fáceis para alguns problemas e um final carregado de clichês e com pouca emoção. No entanto, são problemas que podem ser relevados sem prejuízo para o todo, uma vez que o longa tem mais acertos do que erros (o inverso do que aconteceu com o equivocado Batman v Superman, cujo maior acerto foi justamente a participação da Mulher-Maravilha na história. E só.)

O filme tem uma fotografia belíssima, principalmente na concepção da Ilha Paraíso, que adaptou perfeitamente o visual dos quadrinhos, com sua arquitetura em estilo grego, além de se afastar do clima sombrio dos filmes dirigidos por Zack Snyder (que é o autor da trama do filme, roteirizado por Allan Heinberg). A diretora Patty Jenkins acertou em fugir dos tons escuros e dar um pouco mais de luminosidade à personagem, que é embaixadora da paz e da verdade, respeitando sua mitologia nos quadrinhos.

Mulher-Maravilha pode não ser um filme perfeito, mas tem um bom ritmo dos filmes do gênero e prova que é possível fazer uma boa aventura com tom realista (há uma mensagem política nas entrelinhas que casa perfeitamente com a realidade) sem esquecer suas origens da fantasia. Era exatamente o que estávamos precisando no Universo cinematográfico da DC.

Cotação Meu Herói: **** 

Nível de poder: Máximo ||||


RAPIDINHAS

Coleção vermelha da Salvat ganha mais 40 volumes

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 A coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel da Salvat, identificada por sua capa vermelha, ganhou uma extensão com mais 40 volumes, aumentando para 100 o total de edições. O anúncio foi feito pela própria editora, na última semana, em sua página no Facebook, destacando que o primeiro volume da extensão, de número 61, será dedicado ao Deadpool.

Além de uma lista de personagens bem obscuros e desconhecidos – caso dos Vingadores Pet, os Invasores, Fugitivos, Nova e Union Jack, entre outros -, os volumes seguintes também terão muitas histórias inéditas no Brasil e algumas sendo republicadas pela primeira vez após muitos anos, como a origem dos heróis Manto e Adaga, cuja estreia se deu em 1985, no Superalmanaque do Homem-Aranha, pela Editora Abril.

Biografia de Mauricio de Sousa chega às lojas

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Não é a primeira vez que Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica ganha uma biografia. Uma busca nos sites das grandes livrarias vão listar, no mínimo, cinco obras com a missão de narrar a trajetória do famoso cartunista. A Editora Sextante acaba de lançar “Maurício, a História que Não está no Gibi”, escrito pelo próprio e narrado em primeira pessoa, contando sua trajetória vitoriosa.

Desde a infância pobre no interior de São Paulo, onde lia quadrinhos que encontrava no lixo, até se tornar repórter policial e ganhar o mundo com seus quase 400 personagens e mais de três mil produtos licenciados, a obra traz algumas informações curiosas, como personagens que nunca foram publicados, peça teatral que foi um fiasco e o momento em que quase foi à falência. São 336 páginas com um texto ágil e divertido, que chega às livrarias nos próximos dias. 

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