O 1º super-heróis brasileiro

Capitão 7 é o grande vencedor do primeiro troféu O Super-Herói Brasileiro de 2020! Entregue dia 13 de dezembro no canal MeuHerói.

POR QUE CRIAR O DIA DO SUPER-HERÓI BRASILEIRO?

A história de luta dos super-heróis nacionais é extensa, cujos registros oficiais datam da década de 1950 (e sabemos que parte da história pode ser ainda mais antiga). Apesar da longa história e do empenho dos autores (muitos deles já falecidos), ainda não há o devido reconhecimento por grande parte da população, dos órgãos competentes, Governo e mídia especializada.

Os super-heróis brasileiros tiveram seu auge há décadas, nos quadrinhos que alcançaram vendas exorbitantes e recordistas em bancas de jornais. Entretanto, por muitos motivos – entre os quais a enxurrada dos HQs estrangeiras e o pouco incentivo à produção nacional esse número foi iminuindo, restando os fanzines e poucas publicações esporádicas.

 

O grande homenageado do ano será o Capitão 7 do autor Ayres Campos.

Troféu do Capitão 7

O Capitão 7 veio para televisão pelas mãos de Rubem Biáfora, em 1954 na TV Record (por isso Capitão 7, em referência ao número da emissora), a princípio exibido ao vivo e mais tarde filmada em película. Foi o primeiro seriado de aventura produzido no Brasil trazendo o mundo dos heróis infantis para um universo mais brasileiro. A série estreou no dia 24 de outubro de 1954 e a princípio era exibida três vezes por semana com episódios que variavam entre 20 e 40 minutos de duração. Mas o sucesso de audiência fez com que fosse investido mais no programa que acabou se tornando diário.

O Capitão 7 foi criado por seu próprio interprete Aires Campos. Em sua versão para televisão, que era transmitida ao vivo, o personagem não tinha superpoderes, afinal seria complicado com os efeitos da época fazer o Capitão 7 voar, por exemplo. Tudo era feito muito em cima do improviso, um erro seria fatal para o desenrolar da história. Foram mais de 500 histórias apresentando um herói nacional lutando contra o crime e a injustiça, na mesma época em que eram exibidas as séries brasileiras Falcão Negro e O Vigilante Rodoviário.

Além de atuar e criar, Aires Campos também foi responsável pelo licenciamento do personagem, patrocinado pela Leite Vigor. O ator mineiro foi escolhido entre dezenas de outros candidatos, entre eles o ator Hélio Souto. “Tive que fazer vários testes. Além da interpretação fiz exibições de força e habilidade em várias modalidades de luta, inclusive boxe. Muito me favoreceu a excelente forma física que sempre procurei manter e a experiência, como ator, em vários filmes”.

Durante muitos anos, os episódios da fase gravada foram guardados no depósito da TV Record, mas eles acabaram se perdendo nos incêndios dos quais a emissora foi vítima.

Até 1960, a série era escrita por vários roteiristas. Depois todos os episódios passaram a ser escritos, produzidos e dirigidos por Alice M. Miranda, mais conhecida no meio artístico por Maio Miranda. Ela ficou responsável pela série até o último mês de sua gravidez. Alguns meses depois, Capitão 7 saiu do ar.

Informações do site: InfanTV http://infantv.com.br/infantv/?p=15497