Glauco Villas Boas, cartunista, nascido na cidade de Jandaia do Sul, estado do Paraná, faleceu aos 53 anos, assassinado junto com o filho numa tentativa de assalto em sua casa no dia 12 de março de 2010. No início dos anos 70, Glauco foi convidado por José Hamilton, diretor do “Diário da Manhã”, jornal do Ribeirão Preto, para trabalhar como colaborador no jornal, no qual publicaria as tiras do “Rei Magro e Dragolino”. Em 1976, foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba, fato que o fortaleceu para a grande imprensa. Em 1977, começou a publicar, esporadicamente , suas tiras no jornal Folha de São Paulo. Em 1977 e 1978, foi novamente premiado no 4° e 5° Salão Internacional de Humor de Piracicaba.
Em 1984, a Folha de São Paulo abriu espaço dedicado para a nova geração de cartunistas do país, passando a publicar as tiras de Glauco com periodicidade.
Criou personagens marcantes que lidavam com o dia a dia das pessoas em situações lúdicas, entre os quais se destacam “Geraldão”, “ Cacique Jaraguá”, Nojinsk”, “Dona Marta”,” Zé do Apocalipse”, “Doy Jorge”, “Ficadinha”, “Netão”, “Edmar Bregman”, “Casal Neuras”, entre outros.
Era adepto da seita Santo Daime, fundou a comunidade religiosa Céu de Maria, localizada dentro do terreno de sua casa. O assassino era amigo da família e seguidor da seita.
Personagens criados por Glauco:
Geraldão
Geraldão é o principal personagem criado por Glauco, um personagem solteiro, na faixa dos 30 anos, e que mora com a mãe, com quem tem uma relação neurótica. Geraldão bebe, fuma bastante, toma os remédios que encontra pela frente e adora atacar a geladeira.
O personagem foi criado para o livro "Minorias do Glauco", lançado em 1981.
Criação do lendário desenhista Will Eisner, The Spirit é encarnado na ficção por Denny Colt, uma policial considerado como morto pela sociedade, mas que se mascara para proteger os habitantes da fictícia cidade de Central City. O personagem foi criado em junho de 1940, e suas histórias tinham como pano de fundo situações de crime, romances, mistérios, comédia e drama.
Nos anos 40, os quadrinhos norte-americanos viviam sob a febre das histórias policiais do Dick Tracy e até mesmo do Batman, que nasceu com características de um quadrinho policial até assumir o porte de super-herói.
The Spirit não possui poderes especiais, suas histórias, inicialmente publicadas em jornais, foram publicadas até os anos 50, fase em que Eisner ao lado de Wally Wood passou a desenhar as histórias de “Trip to the Moon”.
Edson Rossatto – Quadrinhos sobre a História do Brasil
Formado em Letras, roteirista de HQ, escritor e editor de livros, Edson Rossatto publicou os livros “Mansão Klaus e outras histórias”, “Curta-metragem – Antologia de microcontos” e organizou diversas antologias literárias. Em 2008, lançou a primeira edição da série “História do Brasil em Quadrinhos”, que abordava a “Independência do Brasil”. Em 2009, o segundo volume da série em quadrinhos foi lançado, dessa vez focando na “Proclamação da República”.
Essa última HQ, lançada pela Editora Europa, reconstitui, através dos quadrinhos, o Primeiro e o Segundo Reinado, a Guerra do Paraguai e a Abolição da Escravatura por intermédio de Daguerre, um professor que narra os acontecimentos históricos para três crianças durante um passeio pelas ruas do Centro da cidade de São Paulo.
Edson Rossatto foi responsável pela pesquisa histórica, argumento e roteiro do livro. Os desenhos e a arte final ficaram a cargo do desenhista Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole coloriu o trabalho.
Leia agora uma entrevista exclusiva com Edson Rossatto.
1 – Rossatto, na composição do livro você assumiu três tarefas importantes: pesquisa, argumento e roteiro. Qual delas foi a mais difícil?