• Lançamento - Kimera lança revistas de super-heróis nacionais.
  • Saiba a nota que demos para Liga da Justiça!
  • Finalmente a revista que une os super-heróis nacionais tem lançamento anunciado
  • Crítica dupla de Stranger Things 2 e Thor Ragnarok

Crítica: Liga da Justiça + ALFA

Escrito por Eduardo Marchiori.

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A Liga da Justiça chegou aos cinemas com a enorme responsabilidade de não apenas salvar o mundo nas telas, mas principalmente, salvar o universo cinematográfico da DC, que vem sofrendo com amargos fracassos de crítica desde seu início em 2013, com Homem de Aço e continuou em Batman v Superman (2016) e Esquadrão Suicida (2016).

É verdade que o longa-metragem da Mulher-Maravilha, que estreou junho, já tinha dado um respiro na escuridão dos filmes anteriores, mas a Liga da Justiça era a esperança definitiva do estúdio pelo peso de reunir seus maiores heróis na mesma história a exemplo do que sua concorrente, a Marvel Studios, já tinha feito anos antes, em Os Vingadores (2012).

A questão é que a tarefa não é das mais fáceis. Aliado ao fato das produções anteriores terem sua carga de desagrado, Liga da Justiça teve uma série de problemas de percurso, com a troca de diretores – Zack Snyder abandonou o projeto para dedicar-se à família após a trágica morte de sua filha, no início deste ano – cenas foram refeitas às pressas, o estúdio exigiu uma duração de duas horas (quando o previsto pelo diretor eram três) e a escolha de um vilão de baixíssimo apelo. Tudo apontava para mais um vexame nas bilheterias.

Não foi o que aconteceu. Apesar de tantos recortes, o resultado final ainda é um filme-pipoca que agrada e diverte. Grande parte desse mérito, sem dúvida, é do diretor Joss Whedon, que substituiu Snyder na finalização do longa e imprimiu muito mais leveza à trama. Conhecedor do universo dos super-heróis, Whedon eliminou a sisudez dos personagens e os devolveu à essência: heróis saídos das histórias em quadrinhos.

Sem medo de ser gibi, a história de Liga da Justiça mostra o mundo em desespero após a morte do Superman. O clima de medo atrai um grupo de alienígenas que se alimentam deste sentimento – os parademônios – e, junto com eles, vem também seu líder: o poderoso Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), que vê uma oportunidade de tentar dominar o planeta e transformá-lo numa versão de seu planeta-natal.

A trama revela, inclusive, que Lobo da Estepe já esteve em nosso planeta cinco milênios antes, mas foi derrotado pela união dos atlantes, amazonas, humanos, deuses e outros aliados (que não vamos revelar para preservar a surpresa) numa batalha inspirada no clássico O Senhor dos Anéis. Com isso, três caixas maternas foram colocadas sob a guarda dos atlantes, das amazonas e dos humanos e são elas que o vilão precisa resgatar para cumprir seu objetivo.

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Ao descobrir a presença de um parademônio em Gotham, Batman (Bem Affleck) convoca sua parceira Diana (Gal Gadot) para para buscar os heróis descobertos nos vídeos roubados de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) e formar uma equipe a fim de impedir a invasão do planeta. Assim, Batman e Mulher-Maravilha recrutam Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Cyborg (Ray Fisher) para honrar o legado do Homem de Aço e salvar o mundo.

Em meio a tudo isso, o próprio Superman (Henry Cavill) volta da morte (não vamos dizer como) e se junta ao grupo - um retorno já esperado, mas totalmente diferente dos quadrinhos. O herói retorna muito mais inspirador, sorridente e com uniforme com cores vivas e brilhantes.

A diferença de tom dos dois editores é evidente – a marca de Snyder se mostra nos momentos iniciais, com sequências cheias de câmeras lentas e cenas escuras, enquanto que as de Whedon são mais claras e bem humoradas – e acredite: as piadas são boas e não são excessivas, cumprindo a função de quebrar a tensão, sem ridicularizá-la – algo que não acontece no recente Thor: Ragnarok.

Os heróis funcionam bem em equipe e têm ótimas cenas de ação, algo que parecia impensável com dois diretores com estilos tão opostos. O Flash, que parecia perdido nos trailers, se mostrou um personagem bacana nas telas (muito embora sua personalidade abobalhada e infantil permaneça). Já o Aquaman, que ser a grande surpresa do longa, aparece bem apagado, apenas cumprindo seu papel nas cenas em que protagoniza e nada além disso. O mesmo não acontece com Cyborg, que ganhou grande destaque na trama e uma interpretação honesta de Ray Fisher.

Um dos problemas do filme está no vilão, que não tem o mínimo carisma para segurar uma superequipe do porte da Liga da Justiça. Outro problema está no clímax, que resolve tudo muito rapidamente e sem nenhuma emoção, demonstrando exatamente o que aconteceu nos bastidores: o filme precisa ser encurtado e precisa ter seu final solucionado rapidamente. Simples assim. No entanto, isso não atrapalha o conjunto da obra e resulta num filme agradável de ver coma família, bom para fãs de quadrinhos e também para quem nunca colocou a mão num gibi dos heróis.

Vale destacar também que existem várias referências aos quadrinhos – nada gratuito, como acontece em Batman v Superman – e participações especiais bem interessantes. E, cabe o alerta: o filme tem duas cenas pós-crédito, uma melhor que a outra. Liga da Justiça é um filme otimista, com alguns problemas, mas aponta um acerto no rumo do universo cinematográfico da DC. Além disso, é uma oportunidade única de poder ver os maiores super-heróis dos quadrinhos lutando juntos. Resumindo em uma frase: é um filme que faz justiça aos personagens.

Cotação: ****

Nível de poder: Máximo ||||

Lançamento: Alfa: A Primeira Ordem

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Finalmente, a revista Alfa: a Primeira Ordem – revista em quadrinhos que reúne os principais super-heróis brasileiros numa equipe - ganha data de lançamento em São Paulo. Será no dia 2 de Dezembro, na faculdade Alpha Channel (o nome da faculdade foi uma feliz coincidência, acredite), situada na Vila Mariana (veja endereço abaixo). O evento contará com a presença do desenhista Marcio Abreu e outros autores dos personagens presentes na revista além de exposição dos originais e palestras . A revista também terá seu lançamento no Rio de Janeiro em data a ser divulgada.

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A HQ foi financiada pelo site Catarse no início deste ano e será lançada pela Editora Kimera, que também é responsável pelo lançamento das revistas do Capitão R.E.D e Lagarto Negro na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, neste ano. Com 56 páginas, formato 16 cm X 25 cm e papel couché 115g, a história tem roteiro de Gian Danton, arte de Marcio Abreu e cores de Vinícius Townsend. A história não tem ligação com “Protocolo: A Ordem”, publicação anterior, também financiada pelo Catarse e lançada de forma independente.

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Serviço:
Evento de Lançamento Alfa: A Primeira Ordem – Parte 1
Data: 2 de dezembro de 2017
Horário: das 10h às 16h00
Local: Alpha Channel Faculdade – Rua Vergueiro 3032 – Vila Mariana (próximo à estação Vila Mariana do Metrô)

Crítica dupla - Thor Ragnarok e Stranger Things 2 +

Escrito por Super User.

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Com direção de Taika Waititi, o filme Thor: Ragnarok estreou esta semana nos Estados Unidos, uma semana depois do Brasil, e já veio com a surpreendente marca de ser o filme da Marvel mais bem avaliado pela crítica especializada (cerca de 95% de avaliações positivas no site Rotten Tomatoes).

O longa-metragem – o terceiro solo do Deus do Trovão e o quinto da Fase 3 da Marvel – revela o destino de Thor (Chris Hemsworth) e do Hulk (Mark Ruffalo) após os eventos de Vingadores – Era de Ultron (2015), que terminou com Thor saindo em busca das Joias do Infinito e o Hulk fugindo numa aeronave dos Vingadores. O filme começa com Thor aprisionado e fugindo do cativeiro numa sequência de tirar o fôlego.

Em seu retorno a Asgard, ele descobre que Loki (Tom Hiddleston) substituiu Odin (Anthony Hopkins) – no final de Thor: O Mundo Sombrio (2013) – e parte em busca de seu pai. Então, o Deus do Trovão descobre que Hela, a Deusa da Morte (Cate Blanchett) se libertou da prisão onde se encontrava e se dirige a Asgard para tomar o trono e assumir o poder no Reino Dourado.

Quando tenta voltar para seu lar, Thor tem o caminho desviado e vai parar no planeta Sakaar, onde termina capturado e se torna uma atração da arena do Grão-Mestre (Jeff Goldblum), onde é obrigado a lutar com ninguém menos que o incrível Hulk. Assim, ele precisa convencer o amigo a voltar com ele para Asgard e salvar o Reino Eterno da dominação de Hela e da chegada do Ragnarok, que é o fim dos deuses na mitologia nórdica.

Com essa trama bem elaborada, o filme tinha tudo para ser a redenção do personagem, cujos dois longas anteriores são tidos como os piores do estúdio. No entanto, o excesso de piadas transformou um tema sério – o fim do mundo para os deuses – numa galhofa que tira qualquer credibilidade do roteiro. Cate Blanchett está divina como a deusa da morte e rouba todas as cenas onde aparece, mas só isso não segura a dramaticidade exigida pela história, que se perde entre tantas tramas paralelas.

O longa-metragem adaptou três grandes arcos das HQs: Torneio de Campeões (1982), Planeta Hulk (2006) e, claro, Ragnarok (2004). Com tanta história pra contar, o roteiro perde o rumo e atira para todos os lados sem se focar em nenhum. Não sabe se conta a história de Hela, sua origem e o ataque a Asgard, se apresenta as lutas de Thor e Hulk na arena do Grão-Mestre, se conta a história da Valquíria (Tessa Thompson) e do Executor (Karl Urban) ou se faz piada de tudo isso. Decidiram ficar com o último.

Movimento DQB